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A torra do café é um sistema complexo, são dezenas de variáveis que nós tentamos controlar, para encontrar um resultado sensorial e subjetivo.

O mestre de torra, ou o cara que fica na frente do torrador puxando a portinhola, deve ter em mente duas coisas: tempo e temperatura. Poucos segundos ou graus celsius podem ser decisivos.

As possibilidades são infinitas se ligarmos as variáveis, com todos os resultados possíveis. Mais doçura, menos corpo, acidez sem secar a boca, amargor e etc.

Dessa maneira, definir qual vai ser o perfil ideal, é apenas um consenso de línguas ou a habilidade de uma só. Tarefa simples, mas complicada ao mesmo tempo.

A simplicidade de provar diversos cafés e escolher o que mais gostou, contrasta o com a experiência e o conhecimento da pessoa que torrou tem de sua máquina, do grão, o processo de colheita, a variedade, o terroir e até a vibe do dia.

Enquanto existir uma língua por trás, torrar café será artesanal e subjetivo. É preciso experiência, não tem atalhos. E esse é só o primeiro passo.

Hugo Rocco

About Hugo Rocco

Fundador, coffee hunter, mestre de torra, q-grader, faxineiro e dealer no Moka Clube