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Desenvolvimento do perfil de torra do Aterradinho / Janeiro 2019

By 11 de janeiro de 2019 janeiro 30th, 2019 Torra

Hey, feras.

Desenvolver perfis de torra para um café novo nunca foi uma lida fácil, e jamais será. Mas com certeza é uma das mais prazerosas que fazemos aqui no Moka.

O café do clube em janeiro é o Aterradinho, natural lá das bandas de Ibiraci, Minas Gerais. Apesar de ser um café já conhecido pelo clube (ele esteve na edição de novembro de 2017), cada novo lote é sempre um novo estudo, nova torra e uma nova experiência.

Claro que conhecer o café ajudou muito, quando estava pensando nas possibilidades que esse café poderia me dar nas diferentes modulações de torra, me veio à cabeça a lembrança da complexidade, acidez e principalmente da nota alcoólica que o lote lá de 2017 tinha. E com esses parâmetros ficou muito mais fácil saber o que eu poderia ressaltar.

Na imagem abaixo, separei os três primeiros perfis desenvolvidos para esse café. E a única característica que eles tem em comum é a temperatura final, que possibilitou ter acidez presente sem o gosto de café vegetal característico de um café cru e mal torrado

Primeiras torras do Aterradinho

No entanto, nós gostamos de cafés equilibrados, e ao provar a curva roxa, percebi que a acidez estava presente e muito marcante, desequilibrada com a doçura e corpo do café. Nesse caso, o teste foi: modular o tempo de torra para que o café passasse mais tempo no torrador e os açucares do final da torra pudessem caramelizar, primeiro de uma forma modesta na curva verde e depois de uma maneira mais ousada e longa na curva laranja.

Na mosca! Encontramos o equilíbrio, intensidade e não perdemos a acidez do café.

Espero que gostem do Aterradinho 2019, é um café incrível e de nuances memoráveis. Para provar, assine o Moka Clube em Janeiro ou venha nos visitar.

Hugo Rocco

About Hugo Rocco

Fundador, coffee hunter, mestre de torra, q-grader, faxineiro e dealer no Moka Clube