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O caminho sem volta dos cafés especiais

By 27 de outubro de 2015 Huntng, Origem, Preparo

Posso dizer que aprendi tomar café quando ainda era criança. Lembro-me muito bem da minha vó moendo e passando o café enquanto a família esperava na mesa fazendo comentários do aroma maravilhoso que vinha da cozinha. Era um momento tão bom que acabou deixando o aroma e o sabor do café “tradicional” arraigado em nossas mentes e corações.

Para a maioria de nós, que toma café todos os dias, é um hábito que quase sempre acaba virando uma necessidade  ou “vício”, como alguns preferem falar. E é esse hábito somado as nossas lembranças que torna a primeira experiência com o café especial ainda mais intensa e fascinante: simplesmente um caminho sem volta.

Os atributos excepcionais dessa bebida despertam uma curiosidade de aprendizado enorme para saber como as diferenças decorrentes da genética, do tipo de solo, da altitude, da região de origem, dos métodos de colheita e secagem, entre outros, criam esse amplo leque de sabores e aromas possíveis. A necessidade de tornar essa experiência cada vez melhor vem em seguida com o aperfeiçoamento nos diversos métodos de preparo: e é aí que percebemos que aprendemos a diferença entre beber e degustar – e quem já passou por isso vai concordar comigo.

Saber qual o fruto, de onde veio, como foi produzido, quando foi torrado e as maneiras de prepará-lo para extrair o máximo de cada grão, transforma o nosso simples cafézinho em um luxo do homem comum. O famoso “passar um café” virou um ritual disputados por muitos em campeonatos no Brasil – país que agora está descobrindo o prazer de degustar o café que por muito tempo era preciso ser enviado para terras internacionais para ter seu merecido valor.

A tradição que herdamos de nossos pais agora se tornou uma fonte de prazer em um mundo que nos dá uma avalanche de possibilidades sensoriais, amadurecidas a cada xícara que antes vinha cheia de açúcar e agora vem carregada de história.